prisão domiciliar impede supervisão eleitoral de Bolsonaro | Blogs | CNN Brasil


A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de proibir visitas de políticos a Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias durante prisão domiciliar tirou do ex-presidente a possibilidade de supervisionar e dar a palavra final nos acordos eleitorais do PL.

Antes de ser internado, Bolsonaro tinha agendado uma série de visitas de aliados de vários estados onde existem pendências ou divergências na montagem dos palanques.

Com a decisão de Moraes, o ex-presidente só poderá voltar a dialogar com a classe política em junho, quando a campanha propriamente dita estará em vias de começar.

Flávio Bolsonaro chamou de “exótica” a prisão domiciliar temporária e o advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, classificou como “inovadora”.

Isso sinaliza que contestações estão sendo gestadas.

Dito isso, a impossibilidade de encontros presenciais de Bolsonaro com potenciais candidatos ao governo e Senado deixa para Flávio a palavra final sobre alianças e acordos.

Por outro lado, ex-primeira dama Michelle Bolsonaro será a companhia diária de Bolsonaro.

Sendo assim, é de se esperar que as demandas dela ganhem força na agenda do PL.

Michelle atua para emplacar uma bancada própria de aliados, mas muitos nomes do time dela sofrem resistências locais e do próprio Flávio.



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