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Segundo a agência espanhola EFE, o acordo foi negociado por quatro representantes de cada uma das partes, no âmbito do Comité 4+4, com a mediação da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL).
Com o novo entendimento, as eleições deverão realizar-se até 2028.
O acordo prevê que as eleições sejam organizadas por uma autoridade unificada e por instituições “nacionais soberanas únicas”, o que exigirá negociações prévias, uma vez que cada uma das partes dispõe atualmente das suas próprias instituições.
As partes comprometeram-se ainda a aceitar a vitória de um candidato sem necessidade de segunda volta caso obtenha 50% dos votos mais um, uma questão que gerou amplos debates na Líbia nos últimos anos.
A Líbia, que possui as reservas de petróleo mais importantes no continente africano, é um país imerso no caos político e de segurança desde a queda do regime e morte de Muammar Kadhafi em 2011.
O país está dividido, desde 2022, em dois executivos: a parte ocidental do país, sob o controlo do Governo de Unidade Nacional (GNU), reconhecido internacionalmente e ligado ao Alto Conselho de Estado, e o criado no leste e uma parte do sul do país, com um executivo paralelo apoiado pelo parlamento e sob a tutela do marechal Khalifa Haftar.
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